Promotor
Universidade de Coimbra - Teatro Académico de Gil Vicente
Sinopse
Corpos Performáticos é um Grupo de Performance do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (CAUC) que aborda a performance e a sua investigação a partir da prática artística combinando-a com uma reflexão teórica. Com acompanhamento de Susana Chiocca o projeto reúne artistas/investigadorxs interessadxs em apresentar os seus processos práticos como forma de encontrar caminhos para a escrita no que significa uma prática artística enquanto investigação.
15 de abril
Evento de Performance
Evento performativo nos espaços não convencionais do TAGV, no qual quatro performers Ed Freitas, Elisabete Magalhães, Gabriela Manfredini e Hugo Leite, apresentam criações individuais que ecoam das suas pesquisas de investigação doutoral. Procuram estabelecer conexões diversas com o público, numa abordagem abrangente que dá lugar à poesia, ao queer ou ao trabalho artístico como capital. O público é convidado a realizar um circuito por vários espaços do teatro, alguns dos quais raramente acessíveis, e experienciar a atmosfera e as inquietações do momento.
Espírito-Espírito / De Ed Freitas
Espírito-Espírito propõe um ritual de convocação onde se cruzam genealogias reais e ancestralidades imaginadas. Durante alguns instantes, produz-se a memória de uma presença, essa espécie de prece encarnada, que talvez nunca tenha existido antes e que só passa a efetivar-se com a força do chamado conjunto.
Bandeja / De Gabriela Manfredini
Consideremos este garçom de café. Seus gestos são vivos e apoiados, quase demasiado precisos, quase demasiado rápidos [...] Toda sua conduta parece-nos um jogo. — Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada. Nesta performance, o gesto do serviço é construído por acumulação e repetição progressiva de tarefas que transformam o corpo numa partitura de ações funcionais. À medida que as ações se intensificam, pequenas dissonâncias infiltram-se na sequência: gestos impróprios, desvios mínimos, atos que interrompem a lógica do serviço. Entre disciplina e jogo, a performance expõe o momento em que o corpo, ao tentar coincidir com o papel que executa, revela as fissuras entre função, automatismo e liberdade.
Eligia / De Elisabete Magalhães
Elegia apresenta-se aqui como uma performance breve, um lamento coreográfico que emerge da memória do mundo contemporâneo. O corpo coberto pelo tecido torna-se imagem, quase pintura viva ou escultura em movimento. Não representa, mas apresenta uma intensidade simbólica. O corpo aqui converte-se num ideograma vivo, uma superfície maleável de inscrições efêmeras onde cada gesto, cada pausa, cada expressão, tece uma rede de significados que ressoa diretamente com a perceção de quem vê. O gesto ganha protagonismo, o corpo fala pela sua materialidade e pelas texturas que desenha no espaço, um gesto esculpido pela luz e pelo tecido, que reforça a ideia de presença oculta.
A Place Left Square / De Hugo Leite
O que sobra do corpo, quando o Horror se aproxima e aperta nossos corações, como se quisesse comê-los? Os mortos não nos oferecem o coração, mas a cabeça. A parte que nos olha fixamente. São a memória do nosso corpo, vazio de colagens. Esta ação performativa explora a reconstrução da masculinidade através da costura como reparação, partindo de pontos de tensão da anatomia funcional.
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28 de abril
Slow
Co-criação de Gabriela Manfredini, Elisabete Magalhães, João Carada, Marianne Baillot, Alexandre Corrazza e Sónia Salcedo
Durante dois meses, os artistas do grupo Corpos Performáticos do doutoramento do Colégio das Artes em Coimbra reuniram-se para ensaiar o tema da lentidão. Partilharam práticas de dança, métodos somáticos, de regeneração, de lentidão, afetos quotidianos para contrariar os tempos atuais de aceleração e questionar para onde tudo isto nos arrasta. A atenção e o movimento fazem-nos refletir sobre a quase impossibilidade de pararmos, de contemplarmos, condicionados pelo aceleramento da vida, colidindo com os nossos desejos que são atropelados, muitas vezes, por nós próprios. Filmar e observar caracóis, subverter o vocabulário formal do Tai Chi, servir chá, descolonizar o corpo e a palavra, dar luz a uma terra com deficiência climática, fazer e desfazer, construir e destruir para suspender o tempo.
Horário de Funcionamento
Bilheteira / Atendimento Presencial
Segunda a sexta-feira: 17h00 - 20h00
Sábados, domingos e feriados: encerrada.
Em dias de eventos: abre duas horas antes e encerra uma hora depois do início do espetáculo.
Informações Adicionais
Partindo de um interesse comum pela dança contemporânea e reconhecendo o lugar central que a dança ocupa na renovação da linguagem das artes performativas nas últimas décadas, a Câmara Municipal de Coimbra / Convento São Francisco e a Universidade de Coimbra / Teatro Académico de Gil Vicente promovem a organização conjunta de Abril Dança Coimbra, uma iniciativa que tem em 2016 a sua primeira edição e que a prazo se propõe envolver a cidade, mobilizando vários espaços, parcerias, formas de expressão e assumindo uma dimensão nacional de referência.
Estes espetáculos são apresentados no Festival Abril Dança Coimbra, no âmbito da extensão Warm Up, uma iniciativa do Teatro Viriato, em parceria com o TAGV
Organização Festival Abril Dança Coimbra
Teatro Académico de Gil Vicente, Câmara Municipal de Coimbra/Convento São Francisco
Preços